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Dólar sobe ante real, e Ibovespa fecha em queda com tombo do petróleo

A moeda dos EUA chegou ao fim do dia a R$ 4,96 na venda, alta de 0,65%; o índice da Bolsa de SP caiu 0,43%, a 126.370,14 pontos

O dólar à vista emplacou nesta terça-feira (12) a quarta sessão consecutiva de alta ante o real e encerrou o dia cotado a R$ 4,9679 na venda, com elevação de 0,65%. O Ibovespa fechou em baixa, pressionado pelo declínio da Petrobras, na esteira do tombo dos preços do petróleo. O índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 0,43%, indo a 126.370,14 pontos, de acordo com dados preliminares.

O dia foi marcado pela divulgação de dados da inflação nos Estados Unidos, que ficaram perto da expectativa do mercado, e pelo movimento tradicional de compra de moeda no fim de ano no Brasil. Agentes financeiros também repercutiam dados de inflação, à espera das decisões de política monetária nos EUA e no Brasil.

Na máxima do dia, o Ibovespa chegou a 127.359,19 pontos e, na mínima, a 126.013,15. Já o dólar à vista acumula elevação de 1,34% nas últimas quatro sessões e alta de 1,07% em dezembro.

Na B3, às 17h13 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,52%, a R$ 4,972.

No início do dia, o dólar oscilou entre altas e baixas, enquanto os investidores aguardavam pela divulgação do índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês), às 10h30.

Na cotação mínima da sessão, às 9h36, a divisa americana à vista marcou R$ 4,9230 (-0,26%).

Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, o CPI subiu 0,1% em novembro, depois de ficar estável em outubro. Nos 12 meses até novembro, o índice avançou 3,1%, após alta de 3,2% em outubro.

Após a divulgação do CPI, a moeda americana firmou uma trajetória de alta ante o real. Mais do que o CPI, as cotações no Brasil foram conduzidas pelas tradicionais compras de moeda de fim de ano, quando fundos e multinacionais costumam enviar recursos ao exterior.“De manhã, continuamos tendo fluxo de compra corporativa, para remessa ao exterior”, falou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Estamos com pouco mais de dez dias úteis até o fim do ano. A janela está se estreitando, e quem tem que mandar [recursos para fora] está comprando [dólares]”, acrescentou.Durante a tarde, o dólar renovou algumas cotações máximas em relação ao real, na esteira do fortalecimento da moeda também no exterior, embora ela se mantivesse no território negativo em relação a outras moedas fortes e ante boa parte das divisas de emergentes.Às 14h38, o dólar à vista marcou a cotação máxima de R$ 4,9745, uma alta de 0,78%.No fim da tarde, com os rendimentos dos Treasuries em queda, o dólar também cedia ante as divisas fortes no exterior.Às 17h13 (de Brasília), o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas, caía 0,23%, a 103,820.

Pela manhã, o BC vendeu todos os 16 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de fevereiro.

(R7/Reusters)

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