Em Paragominas, aluno da UFRA é preso em flagrante por perseguição a professora depois de ser reprovado
Caso envolve denúncias de condutas reiteradas desde 2025 e foi enquadrado, em tese, no crime previsto no artigo 147-A do Código Penal

Um aluno da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), campus de Paragominas, foi preso em flagrante na quirta-feira, dia 08 de julho, pela suposta prática do crime de perseguição, atualmente conhecido como stalking, e previsto no artigo 147-A do Código Penal:
Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade.
Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
A ocorrência foi registrada após intervenção da Polícia Militar durante um evento realizado nas dependências da instituição.
De acordo com as informações apuradas, a guarnição foi acionada após relatos de que o estudante estaria importunando uma professora no local. Ao chegar ao campus, os policiais realizaram os primeiros levantamentos e conduziram as partes envolvidas à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.
Em depoimento, a docente afirmou que o investigado estaria inconformado com a reprovação em uma disciplina ministrada por ela no ano de 2025, fato que teria desencadeado uma série de comportamentos considerados intimidatórios e direcionados a desestabilizá-la psicologicamente.
Segundo o relato, ao longo dos últimos meses, o aluno teria adotado diversas condutas, como deixar bilhetes no veículo da professora, realizar filmagens não autorizadas em sala de aula, provocar situações de constrangimento durante as aulas, além de enviar mensagens com teor considerado ameaçador e insistir em contatos por meio de redes sociais.
Ainda conforme a vítima, áudios apresentados à autoridade policial indicariam que o investigado teria declarado a terceiros a intenção de provocar e atormentar a professora, reforçando o caráter reiterado das ações.
Os fatos já haviam motivado, anteriormente, a solicitação de Medidas Protetivas de Urgência. No entanto, as medidas foram posteriormente revogadas pela Justiça, considerando a inexistência de relação de natureza doméstica ou familiar entre as partes.
Na data mais recente, durante evento promovido pela universidade, o aluno teria voltado a se aproximar da docente, o que levou a uma nova intervenção. A situação foi contida no local e resultou no acionamento da Polícia Militar.
Após análise dos elementos apresentados, a autoridade policial entendeu haver indícios suficientes da prática do crime de perseguição, em sua forma qualificada, especialmente por se tratar de conduta direcionada contra mulher. O estudante foi autuado em flagrante, permanecendo o caso à disposição do Poder Judiciário e do Ministério Público.
O caso segue em investigação e evidencia a atuação conjunta das forças de segurança na apuração de situações que envolvem possível violência psicológica e comportamentos reiterados no ambiente acadêmico.
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