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Mulher é presa em Paragominas suspeita de denunciação caluniosa após acusar gerente de hotel

Polícia Civil apurou denúncia de injúria racial e ameaça e afirma ter encontrado elementos que contrariaram a versão apresentada inicialmente

Uma mulher foi presa em flagrante pela Polícia Civil, na terça-feira (18), em Paragominas, suspeita de cometer o crime de denunciação caluniosa, previsto no artigo 339 do Código Penal:

Dar causa à instauração de inquérito policial, de procedimento investigatório criminal, de processo judicial, de processo administrativo disciplinar, de inquérito civil ou de ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime, infração ético-disciplinar ou ato ímprobo de que o sabe inocente:

Pena – reclusão, de dois a oito anos, e multa.

Segundo a Polícia Civil, a mulher procurou a 13ª Seccional Urbana e relatou ter sido vítima de injúria racial e ameaça por parte do gerente do Hotel Avenida, onde trabalhava.

De acordo com o relato apresentado inicialmente, ela teria sido chamada de “satanás”, “baleia” e “preta” durante uma suposta discussão relacionada à demissão. A mulher também afirmou que já teria sido ameaçada com uma arma de fogo.

Diante da gravidade da denúncia, a Polícia Civil instaurou investigação e realizou diligências, incluindo a busca por imagens das câmeras de segurança do estabelecimento.

Ainda conforme a apuração policial, as gravações, que também possuíam áudio, teriam apresentado uma versão diferente da relatada pela denunciante. Uma funcionária que presenciou o encontro também foi ouvida e declarou que o gerente teria tratado Claudete de forma respeitosa e que não houve discussão.

Durante a investigação, segundo a polícia, também foram apresentados áudios atribuídos à mulher, enviados a terceiros, nos quais ela demonstraria animosidade contra o gerente e teria desejado a morte dele e de familiares.

Com a análise conjunta dos elementos, a Polícia Civil apontou indícios de que Claudete teria atribuído ao gerente crimes que saberia não terem ocorrido, provocando a instauração de investigação criminal.

Diante disso, ela recebeu voz de prisão em flagrante por denunciação caluniosa, e o procedimento foi encaminhado às autoridades competentes, com comunicação ao Poder Judiciário.

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