Paragominas – Conflito entre membros do IPMP vira caso de polícia
Acusado alega ter reagido a insultos e nega ser o agressor inicial

Uma confusão marcou a reunião do Conselho Administrativo do IPMP (Instituto de Previdência do Município de Paragominas) na manhã de 6 de setembro de 2024. Ednaldo Colares da Silva, presidente do conselho e professor concursado do município, relatou que foi vítima de agressões físicas por parte de Gildo de Souza Vieira, conselheiro indicado pela gestão municipal.
Segundo Colares, o ataque ocorreu após uma discussão sobre o parcelamento da dívida da gestão municipal com o IPMP. Ainda de acordo com o relato dele, durante a reunião, Gildo passou a ofendê-lo verbalmente, chamando-o de “vagabundo” e “pilantra”, antes de surpreendê-lo com um “mata-leão” e desferir chutes e socos enquanto ele tentava se defender. Colares afirmou que, apesar da tentativa de se desvencilhar, teve dificuldades para respirar durante o ataque. Na 13ª Seccional Urbana de Polícia Civil, Ednaldo Colares registrou no boletim de ocorrência que pretende proceder criminalmente contra Gildo pelos crimes sofridos, com diversos professores aposentados como testemunhas.
Gildo de Souza foi procurado pelo site Notícias Diárias e emitiu a seguinte nota:
Olá, sou Gildo Sousa, segurança patrimonial, estou diretor da segurança patrimonial e atuo como conselheiro administrativo do instituto de previdência de Paragominas, indicado pela gestão municipal. Venho relatar o ocorrido na manhã de 06 de setembro, na sexta-feira. Ao chegar ao ipmp, por volta de 08 hs da manhã, como sempre faço, dei bom dia aos presentes, cumprimentei a prof Carmem, candidata ao legislativo, e também dei bom dia ao conselheiro Ednaldo colares, que não falou comigo, me dirigir a sala de reuniões, pra organizar meu material, foi quando o conselheiro colares venho pra próximo de mim, saber o porquê eu disse que o pedido que ele fez de afastamento meu, do prof Raydson e da conselheira Elys era uma baixaria. Ele com palavras rispidas, começou me insultar sobre a certificação, que eu estava somente lá por causa dos jetons (incentivo financeiro por reunião). Vale lembrar que estou há pouco mais de 06 meses no conselho e ele já e o 5° mandato de conselheiro, sempre recebendo os jetons. Enfim, deixei ele falando só e fui pra recepção, e o conselheiro foi atrás de mim, falando alto me insultando da minha capacidade, daí pedi pra ele calar a boca, foi na hora que o conselheiro me chamou pra brigar fora do ipmp. Eu não esperei ele sair, e já fui imobilizado, segurando pelo pescoço, ele começou me dá murros, enquanto isso os presentes, pediu pra solta-lo, assim eu fiz, quando tentei voltar pra sala de reunião, ele me deu um murro na nuca, foi quando agarrei ele com mais força, novamente os presentes pediram pra largá-lo, perguntei ao mesmo, posso parar , ele disse sim, então eu soltei ele, me insultou , fez a provocação, e atrapalhou o andamento das pautas da reunião, e saiu em direção a delegacia.
Agora, o caso segue para sob investigação, e as providências legais serão tomadas conforme as evidências sejam coletas em depoimentos requisitados pela equipe policial.
O IPMP deverá iniciar processo interno para avaliar a conduta dos membros envolvidos no incidente citado.
Por Célia Santos para Notícias Diárias
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