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Sespa alerta crianças e jovens a se vacinarem contra o sarampo

As únicas contraindicações da vacina são para quem for alérgico a ovo e às gestantes.
Foto: Marco Santos/ Agência Pará

Crianças e jovens na faixa etária de 5 a 19 anos são o público alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, que começou no último dia 10 de fevereiro e segue até o dia 13 de março. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informa que, no Pará, essa convocação será para mais de 128 mil pessoas. As vacinas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde dos 144 municípios. Segundo informações do Ministério da Saúde (MS), em 2020, estão previstas mais duas campanhas contra o sarampo.

O MS já encaminhou ao Pará 130 mil doses da vacina tríplice viral, que além do sarampo, previne também caxumba e rubéola. O objetivo da Campanha é ampliar a cobertura vacinal de crianças e jovens, que ainda não haviam sido convocados e nem vacinados, evitando o risco de propagação do sarampo no país.

“O alerta também é para sensibilizar pais e responsáveis sobre os riscos de não vacinar seus filhos, reforçando que o sarampo é uma doença grave e que pode matar”, informa o secretário de Saúde do Pará, Alberto Beltrame.

Neste sábado, 15, acontece o dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo em todo o país e para ampliar a oferta da vacina, durante o período da campanha, as vacinas também estarão disponíveis entre os serviços da Sespa ofertados nas ações do programa Territórios pela Paz (TerPaz).

O titular da Sespa lembra ainda que a campanha também faz parte de uma estratégia nacional para interromper a transmissão do sarampo e eliminar a circulação do vírus. “Em 2019 foi realizada uma primeira campanha nacional e o Pará foi o primeiro estado brasileiro a fazê-la, antecipando o calendário nacional para antes do Círio de Nazaré, objetivando ampliar a proteção da população paraense durante a intensa movimentação de pessoas vindas de outros estados e países, onde a circulação do vírus estava ativa”, recorda Alberto Beltrame.

Durante a campanha mencionada pelo Secretário, ocorrida entre setembro e outubro de 2019, voltada a crianças de seis meses a cinco anos incompletos e aos jovens de 20 a 29 anos, o Pará chegou à marca dos 85,4% de cobertura. Em relação à cobertura vacinal do calendário de rotina das duas doses da vacina tríplice viral, destinada a crianças menores de um ano, o Pará alcançou 77,6% no ano passado.

Prevenção

A Sespa vem trabalhando na prevenção do sarampo em conjunto com os municípios, sempre alertando que a importância que todos os casos suspeitos da doença atendidos nos serviços de saúde públicos e privados sejam notificados às Secretarias Municipais de Saúde que, por sua vez, notificam aos Centros Regionais de Saúde da Sespa.

O alerta é constante porque ainda há um surto de sarampo acontecendo na Região Metropolitana de Belém. De acordo com dados da Diretoria de Vigilância em Saúde da Sespa, de 11 de agosto de 2019 a 08 de fevereiro deste ano, foram notificados 834 casos suspeitos da doença, dos quais 256 foram confirmados, 128 descartados e 446 ainda permanecem em investigação. Do total de confirmados, 109 são residentes de Belém e 48 de Ananindeua, e os demais de outros municípios.

O surto atual tem relação com casos de pessoas que estiveram nas cidades de São Paulo e Santos, onde, provavelmente, foram expostos ao vírus. Por isso é fundamental cumprir o calendário de vacinação das crianças, adolescentes, adultos e idosos e manter todas as vacinas atualizadas. Só assim, é possível evitar doenças graves como o sarampo, que já havia sido eliminado do Brasil.

Além de notificar e investigar os casos, cabe às Secretarias Municipais divulgar à população as medidas preventivas contra a transmissão do sarampo e orientar sobre o atendimento médico em casos de sinais e sintomas. No que se refere às ações por parte da população, todas as pessoas com sinais e sintomas de sarampo devem procurar atendimento médico e manter atualizado o calendário vacinal.

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa. Os sintomas iniciais são febre, tosse persistente, irritação ocular e coriza. Após esses sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte. A transmissão ocorre diretamente de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração.

A infecção também ocorre por meio de gotículas de secreções respiratórias (tosse, espirro etc.) com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação.

(Agência Pará)

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